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Um guia sobre lesões nas Olimpíadas

 

A partir das Olímpiadas de Inverno de 2002, em Salt Lake City, nos Estados Unidos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) começou a coletar dados sobre a incidência de lesões nas Olímpiadas, o que mostra a clara relação entre a ortopedia e a prática esportiva para o tratamento e prevenção dessas lesões. 

Com isso, foi possível saber que nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, o índice de lesões foi de 10%, próxima ao índice de 11% das Olímpiadas de Londres, em 2012, e aos 8% das Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.

Quer saber como essas lesões ocorrem, quais as suas causas e quais as lesões mais comuns? Continue com a gente que explicamos tudo!

 

Quando ocorrem as lesões nas Olimpíadas?

Segundo o levantamento, a grande maioria das lesões ocorrem durante a competição, cerca de 59%, enquanto somente 37% ocorrem durante os treinos. Ainda há 4% dos casos em que não foi informada a ocasião da lesão.

 

Quais os mecanismos de lesão mais comum?

Os três mecanismos de lesão mais comum relatados foram o contato com outro

atleta (28%), trauma sem contato (21%, como a entorse de joelho ou tornozelo) e lesão por sobrecarga (19%, por exemplo a lesão muscular). 

 

Há mais lesões em homens do que em mulheres?

A incidência de lesões para mulheres e homens é praticamente idêntica.

No entanto, as mulheres têm um risco significativamente maior de lesões em alguns esportes como vela, tiro e mountain bike. 

 

Qual o local e tipo de lesão mais comum?

Os locais mais comumente lesionados são, respectivamente, o joelho, a coxa, o tornozelo, o rosto e a perna. 

Os tipos de lesão mais comuns são o entorse ou ruptura ligamentar, lesões musculares, lesões cutâneas e tendinopatias

 

Em qual esporte há maior risco de lesões nas Olimpíadas?

Há diferenças marcantes em cada Olimpíada em relação às distribuições das lesões. 

Em Pequim 2008, por exemplo, o futebol foi o esporte com o maior número de lesões, responsável por 32% delas, mas isso não se repetiu no Rio de Janeiro, em 2016, quando o futebol foi responsável por apenas 15% das lesões. 

Levando em conta os Jogos Olímpicos mais recentes de 2016, os esportes com maior número de lesões foram: BMX (38%), boxe (30%), mountain bike (24%), taekwondo (24%), polo aquático (19%) e rugby (19%).

 

Por que há tanta alteração na ocorrência de lesões de uma Olimpíada para outra?

A mudança na incidência de lesões pode ser o resultado das modificações na composição do programa dos Jogos Olímpicos, como a inclusão de dois novos esportes no Rio, rugby seven e golf. 

Podem ser também devido a fatores ambientais, ambiente de prova ou design da pista, mudança de regras ou no equipamento de segurança. 

Um outro motivo pode ser uma alteração na precisão dos registros pelo comitê organizador e equipe médica, visto que, no Rio 2016, um novo prontuário eletrônico foi utilizado pela primeira vez. Além disso, diferenças de incidência (inferior ou superior) podem ser simplesmente o resultado de uma variabilidade natural da exposição dos atletas ao risco, uma observação que enfatiza o valor da vigilância contínua para monitorar tendências ao longo do tempo e criar eventos cada vez mais seguros aos atletas.

Gostou de saber sobre as lesões nas Olimpíadas? Continue acompanhando o blog da Ortocity e nos siga no Facebook e Instagram!


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