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O papel da ortopedia no tratamento de sequelas neurológicas

 

As sequelas neurológicas são alterações físicas no funcionamento normal do corpo humano, ocasionadas em decorrência de alguma doença neurológica,  causada por acidentes cerebrovasculares, como paralisia cerebral, isquemia, acidente vascular, Parkinson, câncer, entre outras.

A ortopedia é uma das áreas que ajudam na reabilitação de pacientes que têm sequelas neurológicas. Para explicar mais sobre o assunto, convidamos o Dr. João Pedro Ramos Sampaio Rocha (CRM: 168.422) que é ortopedista infantil da Ortocity. Confira!

 

Qual a relação das sequelas neurológicas com a ortopedia?

 

Dr. João explica que a neurologia é a especialidade médica que estuda e trata dos distúrbios estruturais do sistema nervoso: cérebro, medula, nervos e músculos. A maioria dos déficits e alterações neurológicas leva a anormalidades do sistema locomotor, complicações nas articulações e problemas nos membros, dessa forma é necessário o acompanhamento ortopédico para o tratamento dessas sequelas.  

 

Quais condições neurológicas podem causar problemas ortopédicos?

 

As principais condições neurológicas que requerem a atenção do cirurgião ortopédico são distúrbios que afetam os neurônios motores inferiores. Os distúrbios mais comuns nesse grupo incluem os neuromusculares e as lesões traumáticas de nervos periféricos. 

Já os distúrbios do neurônio motor superior, como paralisia cerebral e o acidente vascular cerebral também são frequentemente vistos e discutidos, assim como doenças crônicas como a poliomielite. O manejo desses problemas neurológicos normalmente requer uma abordagem multidisciplinar na qual o ortopedista faz parte. 

 

Como é feito o diagnóstico?

 

As investigações neurológicas para obter um diagnóstico preciso são essenciais no manejo de cada paciente. Conhecer a história natural de um distúrbio permite uma visão sobre as necessidades futuras de reabilitação e tratamento. 

“Antes do envolvimento da equipe ortopédica e de reabilitação, os pacientes devem ser precisamente diagnosticados com exames de sangue de rotina, exames radiológicos e neurofisiológicos e, em alguns casos, procedimentos invasivos, como biópsias musculares ou nervosas. Atualmente, os testes genéticos estão amplamente difundidos e um resultado positivo pode eliminar a necessidade de procedimentos invasivos”, explica Dr. João. 

No exame físico desses pacientes, é necessária uma avaliação funcional completa em que o médico olhe, sinta e mova os pacientes e seus membros. Outros membros da equipe multidisciplinar também são essenciais nessa avaliação para identificar todas as necessidades dos pacientes e planejar o tratamento.

Quando solicitado, o ortopedista faz uma avaliação minuciosa desses pacientes que inclui:

-Avaliação da marcha e da postura: padrões típicos de distúrbios neuromusculares que incluem marcha espástica, marcha com pé caído e marcha atáxica;

-Avaliação de deformidades; 

-Avaliação de fraquezas musculares; 

-Avaliação de espasticidades e contraturas; 

-Distúrbios de sensibilidade: alterações de sensibilidade podem causar dor e feridas de pressão, úlceras e articulações neuropáticas (de Charcot).

 

Princípios do tratamento ortopédico

 

O principal objetivo do tratamento ortopédico é manter a função dos membros, deambulação funcional e a qualidade de vida o maior tempo possível, seja por meio da reabilitação, orientação de exercícios ou procedimentos cirúrgicos. 

A Ortocity possui um time de ortopedistas e fisioterapeutas capacitados para o tratamento de sequelas neurológicas, além de contar com uma infraestrutura para a reabilitação dos pacientes.

Dr. João Sampaio
Ortopedista | CRM: 168.422

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