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Osteoporose: um guia completo sobre a doença!

A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da massa óssea e perda de resistência, levando à fragilidade dos ossos e ao aumento do risco de fraturas. Para esclarecer todas as suas dúvidas, conversamos com o Dr. Maurício Heiji, ortopedista da Ortocity, sobre a doença. Confira!

Como surge a osteoporose?

Dr. Maurício explica que, para saber como a doença aparece, precisamos entender que os ossos estão em constante processo de renovação e são formados pelas células osteoblastos, que sintetizam a matéria orgânica na matriz óssea e concentram o fosfato de cálcio, e os osteoclastos, que fazem a absorção e remodelação do tecido ósseo.

Normalmente, exceto nos ossos em crescimento, há um equilíbrio entre as atividades de ambas as células. Mas, na osteoporose, existe a desproporção entre a atividade osteoblástica e a osteoclástica, com predomínio da última.

Quais pessoas fazem parte do grupo de risco da doença?

De acordo com a Federação Internacional da Osteoporose (IOF), estima-se que cerca de 200 milhões de mulheres são afetadas por essa doença em todo o mundo, sendo que uma em cada três mulheres acima dos 50 anos sofrerão algum tipo de fratura por osteoporose ao longo da vida.

Já nos homens, um em cada cinco homens são afetados pela doença. O número total de fraturas por osteoporose em homens por ano é de 8,9 milhões em todo o planeta.

No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de brasileiros são afetados pela doença, sendo que as mulheres são 2,5 vezes mais acometidas do que os homens, principalmente após a menopausa.

Quais os principais sintomas da osteoporose?

Infelizmente, a osteoporose é uma doença silenciosa, que dificilmente apresenta qualquer tipo de sinal nos primeiros estágios. Ela é percebida, na maioria das vezes, quando ocorre uma fratura, geralmente por um trauma de pouca energia, o que torna ainda mais importante o tratamento preventivo.

“Com a evolução da doença, alguns sintomas podem aparecer, como sensibilidade ou dor óssea, a postura encurvada, dor na região lombar ou torácica, devido a fraturas por insuficiência, e a redução de estatura”, explica Dr. Maurício.

Como é feito o diagnóstico da osteoporose?

Como em muitas outras patologias, o diagnóstico é feito por meio da conversa com o paciente, unida aos exames físicos e subsidiários.

Na conversa com o paciente, o médico perguntará sobre o histórico familiar, a idade da menopausa, os hábitos alimentares, a prática de atividades físicas e sobre o consumo de cigarro, álcool e café.

Nos exames físicos, o ortopedista irá avaliar a dor na região torácica ou lombar, as deformidades na coluna vertebral, além da inclusão dos dados de peso e altura para acompanhamento.

Os exames subsidiários de rotina normalmente incluem o hemograma, a proteína C reativa, o exame de Velocidade de Sedimentação das Hemácias (VHS), as transaminases, a função renal, a dosagem de vitamina D, as provas de função tiroidiana, os marcadore e a densitometria óssea (DMO). Em alguns casos específicos, outros exames podem ser solicitados, como a eletroforese de proteínas, a proteinúria de Bence Jones, a testosterona, o paratormônio, o cálcio urinário e a cintilografia óssea.

Existe classificação para a osteoporose?

A osteoporose pode ser classificada como primária (idiopática) ou secundária.

A primária pode ser dividida em tipo I e II. A tipo I também é chamada de osteoporose pós-menopausa, em que existe uma rápida perda óssea e ocorre em mulheres que entraram na menopausa. Esse tipo de osteoporose primária atinge, predominantemente, vértebras e uma parte do rádio, osso que compõe o antebraço, e é associada a fraturas desses ossos.

Já a osteoporose primária do tipo II, chamada de osteoporose senil, está relacionada ao envelhecimento e aparece por deficiência crônica de cálcio, aumento da atividade do paratormônio, produzido devido à baixa concentração de cálcio, e pela diminuição da formação óssea.

A osteoporose secundária pode ser decorrente das doenças inflamatórias, como a artrite reumatóide, alterações endócrinas, câncer das células plasmáticas (mieloma múltiplo) e por uso de drogas, como álcool e corticoides.

Quais são os fatores de risco para osteoporose?

Os fatores de risco para a osteoporose devem ser identificados na consulta médica durante a conversa com o médico.

Os fatores que podem causar a osteoporose são divididos em modificáveis e não modificáveis, conforme a imagem abaixo!

Qual o tratamento para a osteoporose?

O principal objetivo no tratamento da osteoporose é a prevenção de fraturas, principalmente do quadril e das vértebras. Para isso, em crianças, adolescentes e adultos jovens o objetivo é a ênfase na formação máxima de massa óssea, em que o pico ocorre entre os 20 e 30 anos de idade. Para isso, deve-se praticar atividade físicas regularmente, adotar um estilo de vida saudável, ter uma dieta adequada e uma boa ingestão de vitamina D e cálcio. Abaixo, preparamos uma tabela que explica a necessidade diária de cálcio para cada fase da vida!

Já nos adultos e idosos, o objetivo é identificar a população de risco por meio do diagnóstico e início de tratamento precoce na tentativa de mudar o curso natural da doença. 

Mas quando se deve começar essa investigação diagnóstica? De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde são critérios para avaliação e início de tratamento:

  • Mulheres de idade igual ou superior a 65 anos;
  • Homens de idade igual ou superior a 70 anos;
  • Mulheres na pós-menopausa com idade entre 50 e 69 anos;
  • Homens com idade entre 50 e 69 anos com fatores de risco para fraturas;
  • Mulheres na perimenopausa com fatores de risco bem estabelecidos (ex. baixo peso corporal, fratura por pequeno trauma, uso de corticoides);
  • Adultos acima de 50 anos com história de fratura;
  • Indivíduos com anormalidades vertebrais radiológicas;
  • Adultos com condições associadas à baixa massa óssea ou perda óssea, como na artrite reumatoide ou no uso prolongado de corticoides.

Existe cura para a osteoporose?

Segundo o Dr. Maurício, apesar de muitos estudos e tratamentos, não há um medicamento capaz de curar a osteoporose, logo, a melhor estratégia ainda é a prevenção da doença, começando ainda na infância, com uma dieta adequada, hábitos de vida saudáveis e prática regular de atividades físicas, e mantendo ao longo de toda a vida.

O papel do médico também é fundamental para o tratamento da osteoporose, uma vez que ele irá orientar os pacientes sobre as medidas preventivas adequadas, identificar os pacientes que estão no grupo de risco e prescrever o tratamento quando necessário.

Ambulatório de osteoporose da Ortocity

Foi pensando no cuidado de prevenção e no diagnóstico da doença que a Ortocity criou o ambulatório de osteoporose, onde você pode se consultar, por meio de uma avaliação, para saber se corre o risco de desenvolver a doença e receber o tratamento adequado para a osteoporose!

Agora que você já sabe tudo sobre a osteoporose, agende uma consulta com um ortopedista, pelo telefone (11) 2117-5500 ou pelo nosso site, e cuide da saúde dos seus ossos!

Dr. Maurício Heiji
Ortopedista | CRM: 93.383

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