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Tumor ósseo: o que é e como tratá-lo?

Antes de falar sobre o tumor ósseo, precisamos entender o que é um tumor. Todo crescimento e aumento no número de células de forma anormal e descontrolada é chamado de tumor e pode ocorrer em qualquer parte do nosso corpo, inclusive nos ossos. 

O tumor pode ser maligno (câncer), ou seja, ter a capacidade de migrar do local onde se iniciou, invadir outros tecidos e se espalhar para outras partes do corpo. Já o tumor benigno cresce e fica restrito ao local onde se iniciou. 

Existem tumores ósseos malignos ou cânceres ósseos e também muitos tipos de tumores ósseos benignos. Cada tipo de tumor ósseo tem sua história, desenvolvimento e tratamento específicos e vamos falar mais sobre isso. 

Muitos pacientes perguntam o porquê de desenvolverem certo tipo de tumor benigno ou câncer. “Existem diferentes causas para o desenvolvimento de tumores no corpo humano e para o aparecimento de tumores ósseos. Essas causas podem estar relacionadas à genética, aos hábitos de vida, exposição a fatores ambientais e até mesmo tratamentos prévios como radioterapia.”, explica Dra. Juliane Comunello (CRM: 172.636), ortopedista da Ortocity especializada em tumor ósseo. 

Saiba mais sobre o tumor ósseo!

 

O que é um tumor ósseo benigno?

O tumor ósseo benigno pode aparecer em qualquer parte do nosso esqueleto e existem diferentes tipos de tumores ósseos benignos. Como explicamos anteriormente, esses tumores crescem no osso e ficam restritos a essa localização e não se espalham para outros órgãos ou tecidos.

Entre os tipos de tumores ósseos benignos, temos os tumores formadores de tecido ósseo, de tecido cartilaginoso ou fibroso, por exemplo. O paciente pode apresentar um único tumor em um único osso ou vários tumores benignos do mesmo tipo espalhados pelo esqueleto. 

O diagnóstico pode acontecer em qualquer idade, mas é mais comum o aparecimento antes dos 30 anos de idade e muitos deles ainda durante a fase de crescimento da criança e do adolescente. As localizações mais comuns são o joelho (fêmur e tíbia), ombro (úmero proximal) e bacia.

“A maioria dos tumores ósseos benignos não gera maiores complicações e não necessitam de tratamento cirúrgico, sendo acompanhados periodicamente com exames de imagem como radiografia simples ou ressonância magnética.” explica Dra Juliane. 

Alguns tumores ósseos benignos podem ser grandes e dolorosos, ou ainda, enfraquecer o osso e causar uma fratura patológica. Cada caso é avaliado individualmente e pode ser necessário o tratamento com cirurgia.

 

O que é um tumor ósseo maligno?

O tumor ósseo maligno também pode ser chamado de câncer ósseo e pode ser classificado como primário ou secundário. 

O câncer ósseo primário é aquele tumor que se originou no próprio osso. Estima-se que o câncer ósseo primário seja responsável por menos de 1% de todos os tipos de cânceres. Os tumores primários do osso mais comuns são:

  1. Mieloma múltiplo: tumor maligno das células da medula óssea, pode acometer qualquer osso e, como o próprio nome diz, é múltiplo – ocorre em vários ossos ao mesmo tempo. A localização principal é a coluna vertebral e os ossos longos, como o fêmur e o úmero. É mais comum após os 40 anos de idade.
  2. Osteossarcoma clássico ou convencional: é o tumor primário maligno do osso mais comum da criança e adolescente (10 aos 25 anos). É um tumor formador do osso, geralmente faz grandes tumorações que invadem as partes moles ao redor do osso e podem se espalhar para o pulmão.
  3. Sarcoma de Ewing: é o segundo tumor primário maligno do osso mais comum em crianças e adolescentes (5 aos 15 anos). Também formam grandes massas que destroem o osso e invadem as partes moles e podem se espalhar para o pulmão.

 

    O câncer ósseo secundário ou a metástase óssea é o tumor maligno mais comum do osso. As metástases ósseas se apresentam com quadro de dor de forte intensidade e podem enfraquecer o osso e causar fraturas que chamamos de fraturas patológicas. 

Os principais causadores de doença óssea metastática são os cânceres de mama, próstata, pulmão, rim e tireóide. O tratamento e acompanhamento dessas doenças é multidisciplinar, isto é, envolve as equipes de oncologia ortopédica, oncologia clínica e, muitas vezes, a radioterapia também. 

É importante ressaltar que existe tratamento para o câncer e ele pode variar de acordo com o tipo do câncer e estágio da doença (fase inicial ou avançada). O tratamento pode envolver cirurgias, quimioterapia, imunoterapia, hormonioterapia e radioterapia, por exemplo. O diagnóstico de câncer não é uma sentença de morte como muitos ainda acreditam.

 

Quais os principais sinais e sintomas do tumor ósseo?

Os tumores ósseos benignos e malignos podem apresentar sinais e sintomas variados, entretanto, a dor é o sintoma mais comum que chama a atenção para o diagnóstico da doença.

Alguns tumores benignos podem ser totalmente assintomáticos, ou seja, não apresentar nenhum sintoma. Esses tumores muitas vezes são chamados de “achados de exame”, pois o paciente descobre a existência do tumor quando está fazendo exame por outro motivo ou queixa. 

Além da dor local, outros sinais e sintomas comuns são:

  • inchaço ou edema local
  • tumor ou nódulo palpável
  • compressão de vasos e nervos
  • fratura patológica

   

“A anamnese e o exame físico são muito importantes na investigação dos tumores ósseos. Sempre que houver dor óssea persistente ou presença de inchaço ou tumorações, é importante a avaliação com a oncologia ortopédica.” explica Dra Juliane.   

 

Como é feito o diagnóstico de um tumor ósseo?

Assim como na maioria das doenças, se você não suspeitar que ela existe, não é possível concluir o diagnóstico. A anamnese (conversa com o paciente) é o primeiro passo para se suspeitar de qualquer doença. Os tumores ósseos apresentam uma história, sinais e sintomas característicos que podem ser identificados por meio de perguntas específicas na primeira avaliação com o paciente. O segundo passo é um bom exame físico para avaliar o local da queixa e se há sinais e achados compatíveis com tumores ósseos. 

Uma vez que haja a suspeita de um tumor ósseo, o primeiro exame a ser solicitado é radiografia simples do local afetado. Acredita-se que 85% dos tumores ósseos podem ser diagnosticados com apenas uma boa anamnese, exame físico e uma radiografia simples. 

Após a avaliação inicial, alguns exames podem ser solicitados para auxiliar na confirmação do diagnóstico. A ressonância magnética é um exame muito importante para ajudar a diferenciar tumores ósseos benignos e malignos, por exemplo. A tomografia computadorizada também pode ser utilizada. 

Em alguns casos, em que há suspeita de tumores benignos múltiplos ou na investigação de metástase óssea e de mieloma múltiplo, pode ser realizada a cintilografia óssea de corpo total com o Tecnécio 99. Esse exame faz uma avaliação de todo esqueleto.

Os exames laboratoriais de sangue e de urina também auxiliam no diagnóstico dos tumores ósseos.

Após avaliar os exames iniciais, o oncologista ortopédico pode solicitar uma biópsia óssea para confirmar o diagnóstico do tumor ósseo. Lembrando de que a biópsia não é obrigatória e o oncologista ortopédico irá avaliar cada caso individualmente antes de solicitá-la.  

 

Qual a importância da biópsia para o diagnóstico do tumor ósseo?

A biópsia é a retirada de fragmentos do tecido do tumor. A remoção desses fragmentos pode ser feita por meio de uma pequena cirurgia (biópsia incisional ou excisional), de uma agulha grossa com auxílio do exame de tomografia computadorizada ou da ultrassonografia (biópsia por agulha grossa guiada). As biópsias por agulha grossa são a primeira escolha na maioria dos casos atualmente.

Após a biópsia, os fragmentos do tumor ósseo são enviados para análise do médico patologista. O patologista irá avaliar as características do tecido e das células para confirmar o diagnóstico final.

O oncologista ortopédico irá solicitar a biópsia para confirmação do diagnóstico do tumor ósseo em algumas situações específicas, como:

  • suspeita de tumor ósseo maligno após anamnese, exame físico e exames de imagem (radiografia, ressonância magnética e cintilografia óssea);
  • tumor ósseo benigno com suspeita de transformação para tumor maligno;
  • paciente com diagnóstico de câncer (mama, próstata, pulmão, rim, tireóide, etc) com suspeita de metástase óssea;
  • diferenciação do tumor ósseo de infecções ósseas; 
  • paciente com câncer de próstata com lesão óssea suspeita para diferenciar metástase de câncer de próstata de Doença de Paget;
  • paciente que tem diagnóstico de dois tipos de câncer primário (mama, próstata, rim, tireóide, etc) que apresenta lesão óssea suspeita para identificar a origem da lesão óssea; 
  • confirmar diagnóstico e estágio da doença para definição do tratamento oncológico;

 

Como é feito o tratamento dos tumores ósseos benignos?

Existem muitos tipos diferentes de tumores ósseos benignos e muitos deles não causam nenhum sintoma ou dano ao paciente. A Dra. Juliane explica que um tumor ósseo benigno pode não exigir intervenção cirúrgica e a maioria não necessita de biópsia, pois a maioria das lesões ósseas benignas apresentam crescimento lento e são estáveis.

Uma vez diagnosticado um tumor ósseo benigno assintomático é importante realizar o controle clínico e radiológico, isto é, acompanhamento com consultas periódicas para anamnese e exame físico, além da realização de exames de imagem (radiografia simples e/ou ressonância magnética).

Muitos dos pacientes com tumores ósseos benignos são crianças e adolescentes. Esses casos devem ser acompanhados de perto, pois os tumores tendem a crescer durante o crescimento da criança e se tornam estáveis após o término do crescimento ou maturidade esquelética. 

Alguns tipos se tornam sintomáticos durante a puberdade no período do estirão do crescimento e podem ser necessárias cirurgias para o tratamento de casos específicos.

Os pacientes que apresentam tumores ósseos benignos múltiplos devem ser acompanhados durante toda a vida, pois de acordo com o tipo de tumor, existe o risco de transformação maligna na fase adulta. 

 

Como é feito o tratamento dos tumores ósseos malignos?

O tratamento do tumor ósseo maligno é feito de forma individualizada após avaliação completa do paciente. É essencial o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar capacitada para garantir o sucesso do tratamento do paciente. 

Atualmente, existem muitos tipos e subtipos de tumores ósseos malignos já conhecidos e o tratamento dessas doenças avança a cada dia. 

Desde 1980, após o surgimento dos tratamentos com quimioterapia, houve um grande avanço também na ortopedia. A sobrevida dos pacientes aumentou, sendo assim, novas estratégias cirúrgicas foram aparecendo para garantir a função dos membros e, principalmente, a qualidade de vida dos pacientes.

O tipo de tratamento depende principalmente do tipo de câncer e do estágio em que a doença se encontra. 

A cirurgia pode ser o único tratamento para alguns tumores ósseos malignos e é fundamental que seja realizada por um especialista em oncologia ortopédica para evitar maiores complicações e tratamentos inadequados.

Outros tipos de tumores ósseos malignos são tratados com terapias combinadas: quimioterapia, radioterapia, cirurgia, imunoterapia, hormonioterapia. 

No Ortocity, é possível encontrar profissionais capacitados para diagnóstico e tratamento do tumor ósseo, garantido o cuidado para os pacientes com essa doença.

Dra. Juliane Comunello
Ortopedista, Tumor Ósseo | CRM: 172.636

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